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domingo, 28 de fevereiro de 2016

I Congresso Internacional de Geografia Econômica



 HOSPEDAGEM


 Local Realização do Congresso


GRAND HOTEL SAN REMO

Belgrano 2338 (entre Santa Fe y Corrientes)  Mar del Plata



Sala María Julia



HOTÉIS  RECOMENDADOS

Valores em Pesos


HOTEL ARGENTINO ****

Belgrano 2225 (esquina Entre Ríos)

A 1 cuadra del lugar del Encuentro

Single: 750$

Doble: 950$

Triple: 1600$

Cuádruple: 1600$



HOTEL SAN REMO ***

Belgrano 2338 (entre Santa Fe y Corrientes)

LUGAR DEL ENCUENTRO

Single 450$

Doble: 600$

Triple: 900$

Departamento cuádruple: 1200$



HOTEL MONTREAL **

Corrientes 1886 (esquina Belgrano)

A 1 ½ del lugar del Encuentro

Single 400$

Doble 550$

Triple 700$

           EN TODOS LOS CASOS INDICAR QUE SE ES PARTICIPANTE DEL

                        I CONGRESO DE GEOGRAFÍA ECONÓMICA



Universidad Nacional de Mar del Plata

Dean Funes 3350, San Juan, 7600 Mar del Plata, Buenos Aires, Argentina





Coordenação Geral
Ana María Liberali
Jorge Osvaldo Morina

Coordenadores Regionais
Ana Laura Berardi
congresogeografiaeconomica@gmail.com
Zeno Crocetti
congressogeografiaeconomica@gmail.com
Jerónimo Montero Bressan
egconference2016@gmail.com

Comissão Científica
Lic. Juan Roberto Benítez
Prof. Omar Horacio Gejo
Dr. Adriano Rovira
Dr. Álvaro Sánchez Crispín
Dra. Jussara Mantelli

Eixos Temáticos

1) O Capitalismo como Geografia
2) Crise Econômica e Geografia
3) Geografia da Produção
4) Geografia do Comércio
5) Geografia dos Transportes



Trabalhos  PRORROGAÇÃO DO PRAZO


ENVIO DE RESUMOS ESTENDIDOS até dia 25 de ABRIL de 2016

Deverão ser enviados por correio eletrônico em arquivo Microsoft Word, para crocetti@uol.com.br ou congressogeografiaeconomica@gmail.com



Serão aceitos trabalhos em espanhol, inglês e português, devendo ser orientados pelos referidos eixos propostos. A submissão de trabalhos será no formato de resumo estendido: Os textos submetidos devem seguir rigorosamente e sinteticamente o formato a seguir;
- Deverá ter um tamanho de no mínimo 3 páginas e no máximo 5 páginas, em formato A4, fonte Arial 11, espaçamento simples.
O título deve ser em letras MAIÚSCULAS E EM NEGRITO.
- Depois de um espaço, deverá vir o grau acadêmico e os nomes completos do autor ou dos autores.
- Logo abaixo na próxima linha, escrever a instituição do autor ou dos autores.
- Abaixo, colocar o local (cidade, Estado e país) da instituição.
- Ao final do texto deverá indicar o correio eletrônico de contato do autor ou autores (esta informação é somente para uso do Comitê Organizador).



• SERÁ ACEITO APENAS UM TRABALHO POR AUTOR OU CO-AUTOR.
• TODOS OS AUTORES e CO-AUTORES PAGARÃO A INSCRIÇÃO NO MOMENTO DE ENVIO DO RESUMO (antes de 25/ 04/ 2016)



OS TRABALHOS APRESENTADOS SERÃO PUBLICADOS ON-LINE COM ISSN



Prazo Final para submissão de trabalhos:       25/ 04/ 2016



Para participantes do Brasil
Expositores e assistentes graduados:
50 US$ Até dia    
25/ 04/ 2016 
70 US$ Até dia     31-05-2016
Inscrição DURANTE o Congresso:    100 US$



Obs. Estudantes de graduação: 10 US$ (mediante comprovante de matricula 1º semestre 2016)



Forma de pagamento:

Participantes residentes no Brasil
Fazer depósito na Caixa Econômica Federal, agência 1524, Conta POUPANÇA 14736-6 Operação 013 (em nome de Zeno Crocetti).
O depósito deverá ser feito em Reais no valor equivalente à taxa de inscrição em dólares, de acordo com a cotação oficial do dia, enviando cópia do comprovante da transação por correio eletrônico para crocetti@uol.com.br
Obs. Aceitasse transferência eletrônica, SOLICITE VIA E-MAIL INSTRUÇÕES.


Inscrições:





Ficha de Inscrição enviar para crocetti@uol.com.br ou congressogeografiaeconomica@gmail.com



Contatos:

En castellano: congresogeografiaeconomica@gmail.com
Em português: congressogeografiaeconomica@gmail.com
En inglés:
egconference2016@gmail.com



Link Face:


Link Humboldt:

http://centrohumboldt.org/

Rumo ao Primeiro Congresso de Geografia Econômica
Rumbo al I Congreso de Geografía Económica

Mar del Plata, 22 a 24 de junio de 2016 


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Textos  preparatórios para o CGE:


Materiales preparatorios de la convocatoria:

- La teoría general de Keynes a sus ochenta años

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17221/msg/17546/

- Los Bancos Centrales, de la "independencia" a la impotencia

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17241/msg/17566/

- El "ofertismo" a la defensiva

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17241/msg/17579/

- La teoría marxista de las crisis económicas en el capitalismo

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17261/msg/17594/

- El imperialismo británico, la City de Londres y  Brexit

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17261/msg/17602/

- Imperialismo y sobreexplotación

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17281/msg/17615/

- La cuestión china

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/indice/17281/msg/17621/

 - La Doctrina Obama

http://www.elistas.net/lista/humboldt/archivo/msg/17628/



sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma Canção Para o Rio Doce

Rio Doce



Barre a barragem do barro,

do barro que cospe a lama,

da lama que mata a vida,

da lama de quem não ama,

da lama que afoga o peixe (não deixe),

não deixe que apague a água (não traga

o minério, esse rejeito – sem jeito).

Barre a barra desse ferro da terra,

não barre a água.

Barre o aço, esse rejeito (não quero),

não tem jeito, tem sujeito,

tem nome, tem inscrição.



Barre a barragem do barro que come

a água dessa nascente que some.

Barre a fome dessa lama de fama

que come a água e bebe o sangue da ave:

da ave que come o peixe,

da cobra que come a ave,

da ave que engole o peixe

do peixe que bebe a lama.



Barre a barragem do barro, não fosse

o rio doce desse pranto que canto.

Não barre a vida querida,

não barre a água.

Barre o barro,

barre a lama;

só não barre o sopro desse rio,

desse rio de quem te ama.



Caibar P. Magalhães Júnior                            http://www.concursocec.com.br/_files/cursos/professores/images/36d6366d05451f9a33836406481dddc6.jpg

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Reforma política e corrupção




Samuel Pinheiro Guimarães [*]


Há um clamor público, uma revolta de todas as classes da sociedade, contra as revelações de corrupção.
Quando terá começado a corrupção? Quem são os culpados? É um fenômeno exclusivamente brasileiro ou do mundo subdesenvolvido ou humano em geral? A quem interessa? Ocorre apenas no setor público? Será uma característica inata da sociedade brasileira? 



Os incidentes de corrupção que a operação Lava Jato vêm desvendando e que vazam para a imprensa, sem provas e a conta gotas, por quem deveria preservar o sigilo das investigações e a reputação dos acusados (mas não culpados por que não foram julgados) estariam relacionados com o financiamento de campanhas eleitorais.
O sistema de financiamento de campanhas eleitorais está vinculado à representação de interesses econômicos no Legislativo e no Executivo. O caso do Judiciário é um tema a parte, ainda que de grande interesse.
O candidato Aécio Neves gastou em sua campanha eleitoral, de acordo com as declarações ao TSE, cerca de 201 milhões de reais [€60,9 milhões]. A candidata Dilma Rousseff gastou cerca de 318 milhões de reais [€96,4 milhões]. O custo total das campanhas para presidente, governador, senador e deputado foi de cinco mil milhões de reais [€1,5 mil milhões].
De onde vieram esses recursos? Certamente (ou muito raramente) não vieram da fortuna pessoal dos candidatos, mas sim de doações, principal ou quase exclusivamente, de grandes empresas privadas.
O custo das campanhas é em extremo elevado devido aos custos de produção e de veiculação de programas de televisão, das viagens que se fazem necessárias devido à extensão territorial do país, dos custos de material de propaganda e de sua distribuição.
O objetivo dos que defendem o financiamento privado das campanhas eleitorais está vinculado à principal característica da sociedade brasileira que é a concentração de renda e de riqueza. 
 A concentração de renda é, em geral, estimada a partir dos rendimentos do trabalho conforme declarados à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os rendimentos do capital, isto é os lucros, os juros, os aluguéis, são subdeclarados na PNAD e a Secretaria da Receita Federal não publica esses dados de acordo com a sua distribuição por faixa da população, ainda que sem quebra de privacidade dos declarantes do Imposto de Renda.
A estimativa é de que os rendimentos do trabalho correspondam a cerca de 48% da renda nacional.
O salário mínimo é de 788 reais [€239], o salário médio do trabalhador brasileiro é inferior a 2.300 reais [€697] por mês e 90% dos brasileiros ganham até cinco salários mínimos por mês.
São 13,7 milhões de famílias que recebem o Bolsa Família. Isto significa que cerca de 50 milhões de brasileiros tem rendimento mensal inferior a 77 reais [€23,3]. Por outro lado, há, no Brasil, cerca de 46 bilionários e 10.300 multimilionários, estes com patrimônios pessoais superiores a 23 milhões de reais [€6,9 milhões].
Muitos são os mecanismos de concentração de renda e de riqueza.
Entre esses mecanismos estão às taxas de juros, o sistema tributário, os créditos do Estado a empresas e o sistema de aluguéis.
Quanto mais elevadas as taxas de juros "autorizadas" ou permitidas pelas autoridades monetárias maior a transferência de riqueza de devedores, que são a enorme maioria da população, para os credores privados, detentores do capital, e do Estado para os seus credores.
O sistema tributário pode ser regressivo ou progressivo. O sistema se diz regressivo quando a maior parte dos impostos arrecadados provêm da maioria da população, sem distinção de seu nível de renda (imposto sobre o consumo, por exemplo) e se diz progressivo quando os indivíduos detentores de maior riqueza ou de mais alto nível de renda pagam mais impostos mesmo em proporção a sua riqueza ou renda. É fato que um sistema regressivo de tributação concentra renda e riqueza. As isenções de impostos, as restituições e as desonerações para empresas ou indivíduos acentuam a concentração de renda.
Os créditos fornecidos pelo Estado privilegiam em geral as maiores empresas e, portanto, seus proprietários que são os indivíduos mais ricos da sociedade.
A leniência do Estado para com a evasão de tributos ou com seu não pagamento (por exemplo, pela não criminalização da evasão, pelo parcelamento e perdão das dívidas tributárias) também concentra renda e riqueza. São brasileiros os proprietários de 530 bilhões de dólares depositados em paraísos fiscais.
A concentração de renda e de riqueza em mãos de uma ínfima minoria da população brasileira tem importantes efeitos sobre o sistema democrático e sobre os episódios de corrupção.
Os indivíduos detentores de riqueza e renda têm interesse em preservar os mecanismos de concentração e interesse em que não surjam instrumentos legais (leis ou programas) que desconcentrem riqueza e renda.
Ora, as normas (as leis) que definem a estrutura e o mecanismo de riqueza, propriedade e renda (legislação trabalhista, tributária, monetária, da propriedade rural e urbana, etc.) são elaboradas no Legislativo, eventualmente no Executivo e cada vez mais no Judiciário.
Em um país de grande concentração de riqueza e renda, de elevado grau de urbanização, de grande penetração dos meios de comunicação, de sistema democrático e eleitoral relativamente livre de fraudes, seria natural que a enorme maioria da população (que é pobre ou no máximo remediada) elegesse a maioria dos representantes no Congresso, que deveriam ser como ela pobres e remediados e, portanto, legisladores dispostos a redistribuir a riqueza e a renda ou pelo menos a minorar os mecanismos de concentração.
Não é isto o que ocorre.
A ínfima minoria milionária e bilionária tem, assim, de procurar instrumentos para influir no processo político para evitar esse tipo de legislação e de ação redistributiva no Executivo. Essas, quando ocorrem, são taxadas de comunistas, socialistas, nacionalistas, e hoje em dia de bolivarianas.
O primeiro e mais importante desses instrumentos é o financiamento privado (empresarial) das campanhas eleitorais.
O segundo instrumento é o controle dos Partidos para que estes escolham como seus candidatos indivíduos que sejam favoráveis à sua visão (isto é, daquela minoria) da sociedade, ainda que não sejam eles mesmos, do ponto de vista pessoal, detentores de riqueza e renda elevadas.
O terceiro instrumento é o controle dos meios de comunicação para convencer a população das deficiências do Estado, do caráter corrupto dos candidatos dos Partidos e das políticas populares (isto é, daqueles comprometidos com programas de reforma social que leva à desconcentração de riqueza e renda).
O quarto instrumento é a campanha permanente dos meios de comunicação de desmoralização da atividade política, do Estado e dos políticos para manter a maioria do povo afastada da política. Uma das formas de manter o povo afastado da política seria a aprovação do voto facultativo como se este fosse apenas um direito e não um dever.
A campanha pela reforma política deve se concentrar no tema central do financiamento empresarial das campanhas, que é a verdadeira fonte de corrupção e de controle oligárquico, não democrático, da sociedade por aqueles que concentram o poder econômico e controlam os meios de comunicação.
Os representantes das forças conservadoras no Congresso Nacional já se empenham para votar o projeto que consagra o financiamento privado, isto é, empresarial, das campanhas eleitorais.
A consagração legal do financiamento privado consagrará o sistema fundamental de corrupção do processo político que tem como objetivo impedir a desconcentração de riqueza e renda que torna o Brasil um dos países mais injustos do mundo.

[*] Diplomata brasileiro.